Há momentos na vida em que julgamos que já vimos tudo, em que julgamos que nada jamais nos irá surpreender. E, invariavelmente, algo acontece que nos traz de volta à realidade. De facto, é arrogante e presunçoso da nossa parte assumir que conhecemos as pessoas, que tudo tem uma simples explicação, que somos meras vítimas de atitudes que julgamos como estúpidas, incoerentes e irreflectidas, quando despidas de contexto. Há *sempre* uma história por trás.
Estou há umas horas sem saber o que dizer... *
"Here we are, at the edge of the world... all of us so desperate to feel something, anything really, that we keep falling into each other and fucking our way to the end of days..." - Tom Kapinos
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
If you never try, you'll never know.
Hoje o cansaço apoderou-se de mim... poucas horas de sono e uns dias ocupados tendem a deixar marcas. Pior do que isso, já tinha uma série de pequenos problemas nas mãos para resolver e soube agora de algo que não me deixou particularmente animado e que me vai pesar durante os próximos dias.
Sinto-me exactamente como quando postei aqui sob o título "Nothing good ever happens after 2am". Deu-me um ataque de melancolia. A noite, o silêncio, o cansaço... tudo combina para que não consiga ver as coisas como devia.
Mas não há de ser nada. Pela primeira vez em muito, muito tempo, estou numa fase, num estado de espírito, que não vai permitir que eu sucumba a momentos de pura estupidez. Sei o que quero e amanhã vou acordar com as ideias no sítio, pronto para enfrentar tudo de frente.
:)*
P.S.: Seriamente, tenho de começar a deitar-me a horas decentes...
Sinto-me exactamente como quando postei aqui sob o título "Nothing good ever happens after 2am". Deu-me um ataque de melancolia. A noite, o silêncio, o cansaço... tudo combina para que não consiga ver as coisas como devia.
Mas não há de ser nada. Pela primeira vez em muito, muito tempo, estou numa fase, num estado de espírito, que não vai permitir que eu sucumba a momentos de pura estupidez. Sei o que quero e amanhã vou acordar com as ideias no sítio, pronto para enfrentar tudo de frente.
:)*
P.S.: Seriamente, tenho de começar a deitar-me a horas decentes...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
And all that could've been...
Hoje escrevo somente para assinalar uma data que me diz alguma coisa. Não porque no grande esquema de coisas seja algo importantíssimo, porque já o foi, mas nunca voltará a ser... mas sim porque foi o início de algo que, mal ou bem, me colocou no caminho em que estou hoje.
De uma ou de outra forma, marcou-me. Deu a volta a tudo o que tinham sido os últimos meses, anos anteriores, encheu-me de esperança num futuro melhor, devolveu-me a vontade de viver, de arriscar, de lutar por mim e foi, sem dúvida, uma altura muito entusiasmante e assustadora (num bom sentido) na minha vida recente.
Não me esqueço, nem me vou esquecer desse dia. Guardo tudo de bom que ele me trouxe e quanto ao resto... digamos que nada é ganho sem esforço. E se tudo acontece por um motivo, julgo que tudo foi um prelúdio ao que vivo hoje...
...e eu hoje estou muito, muito bem (não me canso de o dizer). :)
A ti, as maiores felicidades!
*
De uma ou de outra forma, marcou-me. Deu a volta a tudo o que tinham sido os últimos meses, anos anteriores, encheu-me de esperança num futuro melhor, devolveu-me a vontade de viver, de arriscar, de lutar por mim e foi, sem dúvida, uma altura muito entusiasmante e assustadora (num bom sentido) na minha vida recente.
Não me esqueço, nem me vou esquecer desse dia. Guardo tudo de bom que ele me trouxe e quanto ao resto... digamos que nada é ganho sem esforço. E se tudo acontece por um motivo, julgo que tudo foi um prelúdio ao que vivo hoje...
...e eu hoje estou muito, muito bem (não me canso de o dizer). :)
A ti, as maiores felicidades!
We spend all of our lives goin' out of our minds
Lookin' back to our birth, forward to our demise
Even scientists say, everything is just light
Not created, destroyed but eternally bright...
*
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Watch our words spread hope like fire!
A falta de actualizações neste meu pequeno espaço é a melhor indicação de que ando pateticamente bem. As férias fizeram-me muito, muito bem. As dificuldades e as coisas que me preocupam não desapareceram mas, no entanto, a maneira com que eu lido com isso hoje é radicalmente diferente do que era há meros meses atrás.
A verdade é que estou feliz com o que sou, estou em paz comigo mesmo, no que toca a tudo o que tenho feito da minha vida. Podia ter feito mais, é certo, mas isso é algo que podemos dizer de tudo, basicamente. Não sei se é mera coincidência ou não, mas o facto de andar confiante e feliz da vida tem atraído uma série de coisas boas com que me tenho deparado entretanto. É um sinal positivo de que tudo mudou, aos poucos, neste ano que passou e de que hoje consigo ver com clareza grande parte das coisas que fiz bem, que fiz mal... acima de tudo, sinto-me "leve", pronto para enfrentar tudo o que me apareça pela frente sem a carga emocional negativa que sempre carreguei às costas.
Uma pessoa muito sábia disse-me nestes dias, a propósito duma terceira pessoa: "Antes de procurar a felicidade com alguém, tem de estar feliz com ele próprio". Fiquei com esta frase na cabeça e, de facto, até a aplico a mim mesmo neste momento. A verdade é que durante anos não tive bem, feliz, comigo próprio, coisa que acho que é evidente para quem ler estes desabafos que às vezes meto aqui, e por conseguinte, nunca fui capaz de ser verdadeiramente feliz ou bem sucedido nas relações que entretanto fui tendo (fosse por que razão fosse). Hoje, neste exacto momento, posso dizer com toda a segurança que estou muito, muito bem comigo mesmo... e espero muito sinceramente que daqui para a frente não volte nunca ao que era. Sinto que esta fase será o início de um novo ciclo, um virar de página que tanto, tanto procurei.
Não há palavras que descrevam o quão confiante eu estou hoje, não há mesmo...
:)*
A verdade é que estou feliz com o que sou, estou em paz comigo mesmo, no que toca a tudo o que tenho feito da minha vida. Podia ter feito mais, é certo, mas isso é algo que podemos dizer de tudo, basicamente. Não sei se é mera coincidência ou não, mas o facto de andar confiante e feliz da vida tem atraído uma série de coisas boas com que me tenho deparado entretanto. É um sinal positivo de que tudo mudou, aos poucos, neste ano que passou e de que hoje consigo ver com clareza grande parte das coisas que fiz bem, que fiz mal... acima de tudo, sinto-me "leve", pronto para enfrentar tudo o que me apareça pela frente sem a carga emocional negativa que sempre carreguei às costas.
Uma pessoa muito sábia disse-me nestes dias, a propósito duma terceira pessoa: "Antes de procurar a felicidade com alguém, tem de estar feliz com ele próprio". Fiquei com esta frase na cabeça e, de facto, até a aplico a mim mesmo neste momento. A verdade é que durante anos não tive bem, feliz, comigo próprio, coisa que acho que é evidente para quem ler estes desabafos que às vezes meto aqui, e por conseguinte, nunca fui capaz de ser verdadeiramente feliz ou bem sucedido nas relações que entretanto fui tendo (fosse por que razão fosse). Hoje, neste exacto momento, posso dizer com toda a segurança que estou muito, muito bem comigo mesmo... e espero muito sinceramente que daqui para a frente não volte nunca ao que era. Sinto que esta fase será o início de um novo ciclo, um virar de página que tanto, tanto procurei.
Não há palavras que descrevam o quão confiante eu estou hoje, não há mesmo...
:)*
domingo, 23 de agosto de 2009
Did my words not come out right?
Estou absolutamente exausto. Se ainda havia cartuchos para estourar nestas férias, acho que tenho feito tudo para acabar com eles... Tenho sido surpreendido por muitas situações e pessoas, a minha vida tem sido tudo menos monótona e desinteressante, verdade seja dita. Pode parecer insultuoso a muito boa gente, mas acho que ando a precisar de férias! :)
E hoje não dá para mais, estou sem cabeça para escrever, o que é sempre um bom sinal... *
E hoje não dá para mais, estou sem cabeça para escrever, o que é sempre um bom sinal... *
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
In the end, everyone ends up alone.
Voltei. Quase um mês depois, perto de dez mil kms percorridos, eis que me encontro novamente em casa. Foram umas longas férias, passadas como queria, bem longe daqui.
Tinha esperanças que o meu regresso fosse acompanhado por uma qualquer sensação de renovadas certezas quanto ao que quero fazer este ano. Tal não se concretizou. Venho mudado, porque tudo pelo que passei nestas férias me marcou, como experiência inesquecível (e a repetir) que foi. Conheci locais fabulosos, pessoas e situações simplesmente fantásticas que não irei esquecer tão cedo. Mas também sei que, apesar de tudo, muita coisa mais podia ter mudado. Uma pessoa normal ficaria satisfeita com tudo de positivo que retiraria duma aventura destas, mas eu não. Estupidamente, sinto-me amargurado por não ter sido perfeito, por ter falhado num ou noutro momento. É nisso que falo quando digo que me coloco perante padrões de exigência demasiado elevados... jamais estarei completamente satisfeito com o que quer que eu faça.
Fiquei com imensa, imensa vontade de virar costas a tudo o que aqui tenho, a tudo o que tenho planeado, a tudo o que tenho feito e partir, para longe, para recomeçar, ou talvez para dar um passo muito grande em frente naquilo que é a minha vida. Pessoal, académica ou profissionalmente, era o melhor que poderia fazer. Mas custa-me virar as costas à minha família, "abandonar" os meus pais, os meus sobrinhos, os meus poucos verdadeiros amigos. Eu sobreviveria, por assim dizer, mas não consigo ficar de consciência tranquila ao me afastar das únicas pessoas que me dão algum valor, sabendo que a minha ausência os iria "magoar" de alguma forma, particularmente no que toca à família.
Esta semana vou definir algumas questões quanto ao meu futuro profissional imediato. Tive uma oferta de emprego extremamente interessante, pela qual qualquer pessoa na minha área se esfolava em obter. Basicamente implica continuar a trabalhar no que tenho estado a trabalhar, apenas ligado a um grande grupo internacional. Se tudo correr bem, óptimo. Se não, sigo os meus projectos tal como os tinha definido nos últimos meses. Se isso implicará uma nova vida longe daqui, ainda não sei, mas é algo em que terei de pensar, em que me terei de mentalizar que possa vir a acontecer.
Ainda assim, e para terminar numa nota positiva, ao longo dos últimos meses tenho cada vez mais encontrado razões para sorrir, tenho ganho muito amor próprio, aquele mesmo que tanta falta me fez durante anos. Hoje sei quem sou, sei o que quero. Não sei como lá chegar e duvido que alguma vez tenha certezas sobre isso... de facto, tenho dúvidas que alguma vez alguém saiba verdadeiramente como atingir tudo a que nos propomos. De qualquer forma, tenho vivido a minha vida, lutado por mim. Não tenho medo de ser quem sou, apenas de estar sozinho...
*
Tinha esperanças que o meu regresso fosse acompanhado por uma qualquer sensação de renovadas certezas quanto ao que quero fazer este ano. Tal não se concretizou. Venho mudado, porque tudo pelo que passei nestas férias me marcou, como experiência inesquecível (e a repetir) que foi. Conheci locais fabulosos, pessoas e situações simplesmente fantásticas que não irei esquecer tão cedo. Mas também sei que, apesar de tudo, muita coisa mais podia ter mudado. Uma pessoa normal ficaria satisfeita com tudo de positivo que retiraria duma aventura destas, mas eu não. Estupidamente, sinto-me amargurado por não ter sido perfeito, por ter falhado num ou noutro momento. É nisso que falo quando digo que me coloco perante padrões de exigência demasiado elevados... jamais estarei completamente satisfeito com o que quer que eu faça.
Fiquei com imensa, imensa vontade de virar costas a tudo o que aqui tenho, a tudo o que tenho planeado, a tudo o que tenho feito e partir, para longe, para recomeçar, ou talvez para dar um passo muito grande em frente naquilo que é a minha vida. Pessoal, académica ou profissionalmente, era o melhor que poderia fazer. Mas custa-me virar as costas à minha família, "abandonar" os meus pais, os meus sobrinhos, os meus poucos verdadeiros amigos. Eu sobreviveria, por assim dizer, mas não consigo ficar de consciência tranquila ao me afastar das únicas pessoas que me dão algum valor, sabendo que a minha ausência os iria "magoar" de alguma forma, particularmente no que toca à família.
Esta semana vou definir algumas questões quanto ao meu futuro profissional imediato. Tive uma oferta de emprego extremamente interessante, pela qual qualquer pessoa na minha área se esfolava em obter. Basicamente implica continuar a trabalhar no que tenho estado a trabalhar, apenas ligado a um grande grupo internacional. Se tudo correr bem, óptimo. Se não, sigo os meus projectos tal como os tinha definido nos últimos meses. Se isso implicará uma nova vida longe daqui, ainda não sei, mas é algo em que terei de pensar, em que me terei de mentalizar que possa vir a acontecer.
Ainda assim, e para terminar numa nota positiva, ao longo dos últimos meses tenho cada vez mais encontrado razões para sorrir, tenho ganho muito amor próprio, aquele mesmo que tanta falta me fez durante anos. Hoje sei quem sou, sei o que quero. Não sei como lá chegar e duvido que alguma vez tenha certezas sobre isso... de facto, tenho dúvidas que alguma vez alguém saiba verdadeiramente como atingir tudo a que nos propomos. De qualquer forma, tenho vivido a minha vida, lutado por mim. Não tenho medo de ser quem sou, apenas de estar sozinho...
*
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Just a little late...
A vida é feita de encontros e desencontros, de oportunidades que nos passam pela frente do nariz sem que nos apercebamos. Estou a ter dificuldade em me reajustar à frágil paz que tinha feito com a minha vida recente, depois de duas semanas em que muita coisa mudou, é um facto, mas em que tudo, tudo, podia ter mudado...
Há algo de profundamente inseguro em tudo o que faço aqui. Sei que preciso de ser forte e ver o lado positivo de tudo o que me tem acontecido, aprender as lições devidas e continuar a lutar por mim, pelo que quero para a minha vida, por tudo o que quero atingir, mas há dias difíceis, particularmente os dias em que tendo a criticar tudo o que faço com padrões de exigência porventura excessivamente altos...
P.S.: Continuo de férias, volto em meados de Agosto! *
Há algo de profundamente inseguro em tudo o que faço aqui. Sei que preciso de ser forte e ver o lado positivo de tudo o que me tem acontecido, aprender as lições devidas e continuar a lutar por mim, pelo que quero para a minha vida, por tudo o que quero atingir, mas há dias difíceis, particularmente os dias em que tendo a criticar tudo o que faço com padrões de exigência porventura excessivamente altos...
P.S.: Continuo de férias, volto em meados de Agosto! *
terça-feira, 28 de julho de 2009
Each day is a gift, not a given right.
Quase duas semanas daquilo que só posso descrever como uma experiência única, na falta de mais palavras...

...e assim de repente... não quero estar longe do que tenho aqui, mas queria tanto, tanto não estar *aqui*.
Sim, pode não ter muito sentido, mas poucas coisas na vida o têm.
...e assim de repente... não quero estar longe do que tenho aqui, mas queria tanto, tanto não estar *aqui*.
Sim, pode não ter muito sentido, mas poucas coisas na vida o têm.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Going, going... gone!
Se alguém perguntar por mim, fui de férias... para bem longe daqui...
xD
xD
terça-feira, 7 de julho de 2009
One and the same.
Estou aborrecido e sem sono...
:|
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Never surrender, always survive!
A vida continua a sorrir-me. Julgo que nunca deixou de o fazer, eu é que simplesmente teimo eu não querer ver isso, de tempos em tempos. Hoje, mais do que nunca, estou em perfeita paz comigo mesmo. Sinto uma enorme confiança em mim mesmo, nas minhas capacidades, no meu futuro, o que quer que ele me traga. O trabalho tem sido gratificante, tenho aprendido imenso, as ideias seguem-se umas atrás das outras. Pela primeira vez em muito tempo, não tenho medo de as colocar em prática, por duvidar da minha capacidade em lidar com tudo e com todos. Para por tudo em termos muito simples e não querendo ferir susceptibilidades, estou-me, literalmente, a cagar. O nosso valor está em conseguir enfrentar as dificuldades, os "socos" que a vida nos dá, e ainda assim nos conseguirmos levantar, continuar a seguir em frente, cada vez com maior determinação, cada vez mais sabendo que é no risco que está o proveito, que nada de bom nos vai cair do céu.
O mesmo que se aplica à nossa vida profissional, aplica-se à vida pessoal. Tenho os meus amigos, as pessoas em quem confio e o resto passa-me ao lado. Não estou para aturar futilidades, pessoas com interesses duvidosos, falsidades e afins. Estou com quem quero, quando quero. E, de igual forma, quem quiser estar comigo está, quem não quiser faz muito bem em se "passar ao fresco". Particularmente no que toca a mulheres, hoje rio-me. Passei maus bocados à conta de algumas mulheres, por vezes por culpa própria, não digo que não, e hoje vejo a idiotice que isso foi. Os últimos tempos têm-me provado que mulheres é o que não falta por aí. Mais ou menos interessantes, não interessa. O facto é que uma mulher, por si só, não justifica minimamente tudo aquilo a que eu estive sempre disposto a abdicar em prol duma relação. Porque se alguém não está disposta a estar comigo, está no seu direito e há quem esteja, de certeza.
Nada disto vai contra aquilo em que eu sempre acreditei, na forma como sempre conduzi a minha vida e a minha relação com todos. Estou-me nas tintas para pessoas que não se "enxergam", que não sabem, não percebem o que fazem. Essas pessoas estão muito, muito bem longe de mim. Cada um sabe da sua vida e eu, neste momento, sei muito bem o que quero para a minha.
Bom fim de semana a todos! *
P.S.: Parabéns menina Ana! :)*
O mesmo que se aplica à nossa vida profissional, aplica-se à vida pessoal. Tenho os meus amigos, as pessoas em quem confio e o resto passa-me ao lado. Não estou para aturar futilidades, pessoas com interesses duvidosos, falsidades e afins. Estou com quem quero, quando quero. E, de igual forma, quem quiser estar comigo está, quem não quiser faz muito bem em se "passar ao fresco". Particularmente no que toca a mulheres, hoje rio-me. Passei maus bocados à conta de algumas mulheres, por vezes por culpa própria, não digo que não, e hoje vejo a idiotice que isso foi. Os últimos tempos têm-me provado que mulheres é o que não falta por aí. Mais ou menos interessantes, não interessa. O facto é que uma mulher, por si só, não justifica minimamente tudo aquilo a que eu estive sempre disposto a abdicar em prol duma relação. Porque se alguém não está disposta a estar comigo, está no seu direito e há quem esteja, de certeza.
Nada disto vai contra aquilo em que eu sempre acreditei, na forma como sempre conduzi a minha vida e a minha relação com todos. Estou-me nas tintas para pessoas que não se "enxergam", que não sabem, não percebem o que fazem. Essas pessoas estão muito, muito bem longe de mim. Cada um sabe da sua vida e eu, neste momento, sei muito bem o que quero para a minha.
Bom fim de semana a todos! *
P.S.: Parabéns menina Ana! :)*
domingo, 21 de junho de 2009
All the right reasons.
Os últimos dias provaram-me, sem a mínima dúvida, que a vida dá imensas voltas e que os contratempos, as tristezas de hoje podem vir a ser as vitórias e alegrias de amanhã. Nada nunca há de ser exactamente como gostaríamos que fosse, estamos sempre condenados a estar insatisfeitos com o que quer que seja. O importante é nunca parar e nisso tenho sido particularmente feliz.
Não tenho parado. Os precalços que invariavelmente me aparecem no caminho não me têm impedido de olhar para tudo com ânimo, com vontade de vencer e de atingir aqueles que são os meus objectivos. O facto de hoje perceber que nada é inevitável, a não ser a morte, de perceber que tudo é possível, porque se um caminho, uma opção não der, não funcionar, há sempre maneira de dar a volta ao assunto. Ter começado a encarar a minha vida com uma dose (saudável, na minha modesta opinião) de arrogância também me tem ajudado. A nível pessoal, estou com as pessoas que quero, não devo nada, nada, mesmo nada a ninguém. Posso não estar feliz, mas ninguém está como quer, está como pode e não me posso queixar, honestamente. Tenho sido invadido por um sentimento muito gratificante de sentir que o meu dever no dia-a-dia tem sido cumprido. Tenho feito tudo a que me tenho proposto, tenho lutado por tudo com mais ou menos esforço. Se um determinado projecto não der, paciência, outro há de dar. Não posso controlar tudo, há coisas que escapam ao meu controlo, coisas que nunca irei conseguir prever, antecipar. Sempre levei a minha vida a sofrer como um cão porque tentei compreender, controlar, racionalizar tudo. E já o tenho dito, há coisas que nunca iremos compreender, em particular algumas atitudes que todos tomamos uns em relação aos outros.
Não é segredo nenhum que as minhas relações afectivas, de amizade e não só, sempre foram as coisas que mais me incomodaram, desestabilizaram. Tirando um grupo muito, muito restrito de pessoas, cujas relações me são tudo, nada me tem afectado por aí além. Estou-me literalmente nas tintas. Determinadas pessoas por quem tenho uma estima particular têm tomado certas atitudes que não deixam de me desiludir, mas não estou minimamente preocupado com isso. Cada um tem as suas razões para fazer o que faz e eu, muito sinceramente, quero estar acima disso, tenho estado acima disso. Vou-me rindo, vou aprendendo. Se as pessoas não nos tratam com a estima que temos por elas, nas mais pequenas coisas, é porque simplesmente não merecem a nossa atenção. Quero, muito sinceramente, que esta arrogância com que eu tenho encarado tudo um pouco, me permita ir varrendo da minha vida as pessoas que não querem minimamente saber de mim.
Felizmente, tenho conhecido pessoas novas, pessoas diferentes, maneiras diferentes de pensar, de agir, de sentir. Continuo perfeitamente orgulhoso do que sou, por arrogante e pouco modesto que pareça. Continuo a sentir tudo como o gajo fragil, sentimental, afectivo que sou. Continuo a seguir o que os meus valores me dizem para fazer... até porque se não tivermos valores, não somos ninguém. E eu hoje sinto-me como "alguém". Tenho o meu valor, grande ou pequeno, consoante quem avalia, mas tenho-o e ninguém me tira isso. E, novamente, num pensamento que pode transparecer como arrogante, há muitas, muitas, muitas pessoas piores do que eu por aí. Hoje sorrio, porque tenho confiança que, corra tudo bem ou mal, eu vou estar bem.
O fim de semana foi absolutamente brutal, desgastante, mas muito, muito bom. Estou particularmente animado com as coisas que tenho planeadas para as próximas semanas, meses até. Quero muito continuar a viver tudo como o tenho feito. Até porque estou a ver que as coisas boas e positivas vêm ter connosco, só temos de estar abertos para as receber... :)
Uma boa semana a todos. *
Não tenho parado. Os precalços que invariavelmente me aparecem no caminho não me têm impedido de olhar para tudo com ânimo, com vontade de vencer e de atingir aqueles que são os meus objectivos. O facto de hoje perceber que nada é inevitável, a não ser a morte, de perceber que tudo é possível, porque se um caminho, uma opção não der, não funcionar, há sempre maneira de dar a volta ao assunto. Ter começado a encarar a minha vida com uma dose (saudável, na minha modesta opinião) de arrogância também me tem ajudado. A nível pessoal, estou com as pessoas que quero, não devo nada, nada, mesmo nada a ninguém. Posso não estar feliz, mas ninguém está como quer, está como pode e não me posso queixar, honestamente. Tenho sido invadido por um sentimento muito gratificante de sentir que o meu dever no dia-a-dia tem sido cumprido. Tenho feito tudo a que me tenho proposto, tenho lutado por tudo com mais ou menos esforço. Se um determinado projecto não der, paciência, outro há de dar. Não posso controlar tudo, há coisas que escapam ao meu controlo, coisas que nunca irei conseguir prever, antecipar. Sempre levei a minha vida a sofrer como um cão porque tentei compreender, controlar, racionalizar tudo. E já o tenho dito, há coisas que nunca iremos compreender, em particular algumas atitudes que todos tomamos uns em relação aos outros.
Não é segredo nenhum que as minhas relações afectivas, de amizade e não só, sempre foram as coisas que mais me incomodaram, desestabilizaram. Tirando um grupo muito, muito restrito de pessoas, cujas relações me são tudo, nada me tem afectado por aí além. Estou-me literalmente nas tintas. Determinadas pessoas por quem tenho uma estima particular têm tomado certas atitudes que não deixam de me desiludir, mas não estou minimamente preocupado com isso. Cada um tem as suas razões para fazer o que faz e eu, muito sinceramente, quero estar acima disso, tenho estado acima disso. Vou-me rindo, vou aprendendo. Se as pessoas não nos tratam com a estima que temos por elas, nas mais pequenas coisas, é porque simplesmente não merecem a nossa atenção. Quero, muito sinceramente, que esta arrogância com que eu tenho encarado tudo um pouco, me permita ir varrendo da minha vida as pessoas que não querem minimamente saber de mim.
Felizmente, tenho conhecido pessoas novas, pessoas diferentes, maneiras diferentes de pensar, de agir, de sentir. Continuo perfeitamente orgulhoso do que sou, por arrogante e pouco modesto que pareça. Continuo a sentir tudo como o gajo fragil, sentimental, afectivo que sou. Continuo a seguir o que os meus valores me dizem para fazer... até porque se não tivermos valores, não somos ninguém. E eu hoje sinto-me como "alguém". Tenho o meu valor, grande ou pequeno, consoante quem avalia, mas tenho-o e ninguém me tira isso. E, novamente, num pensamento que pode transparecer como arrogante, há muitas, muitas, muitas pessoas piores do que eu por aí. Hoje sorrio, porque tenho confiança que, corra tudo bem ou mal, eu vou estar bem.
O fim de semana foi absolutamente brutal, desgastante, mas muito, muito bom. Estou particularmente animado com as coisas que tenho planeadas para as próximas semanas, meses até. Quero muito continuar a viver tudo como o tenho feito. Até porque estou a ver que as coisas boas e positivas vêm ter connosco, só temos de estar abertos para as receber... :)
Uma boa semana a todos. *
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Life: a series of lucky accidents strung together.
There is a Buddhist story about a poor farmer whose one horse ran away. All his neighbors came to him in sympathy, saying "What bad luck!"
"Maybe," he responded.
The next day the horse returned with several other wild horses. "What great luck!" his neighbors exclaimed.
"Maybe," he responded.
A few days later the farmer's son was trying to tame one of the wild horses when he was thrown off and broke his leg. "What terrible luck!" his neighbors said.
"Maybe," he responded.
A week later the army came through the village to draft all the young men but seeing the broken leg of the farmer's son, they left him in peace. "What wonderful luck!" the neighbors said.
"Maybe," the farmer responded. And so it goes...
in CNN
"Maybe," he responded.
The next day the horse returned with several other wild horses. "What great luck!" his neighbors exclaimed.
"Maybe," he responded.
A few days later the farmer's son was trying to tame one of the wild horses when he was thrown off and broke his leg. "What terrible luck!" his neighbors said.
"Maybe," he responded.
A week later the army came through the village to draft all the young men but seeing the broken leg of the farmer's son, they left him in peace. "What wonderful luck!" the neighbors said.
"Maybe," the farmer responded. And so it goes...
in CNN
segunda-feira, 8 de junho de 2009
I'll be right beside you, dear... NOT!
Já várias vezes me insurgi contra o cinismo com que toda a gente parece levar as suas vidas hoje em dia. Apesar desse facto (sim, porque é um facto) me incomodar profundamente de tempos a tempos, nunca aceitei que as coisas pudessem mesmo assim ser. Eu explico... na minha maneira platónica e romântica de ver o mundo, nunca quis crer que as pessoas pudessem ser intrínsecamente interesseiras, cínicas. No meu pequeno mundo, as pessoas são boas e certos valores, como a honra, o respeito, ainda são a norma.
Lamentavelmente, esta minha ideia tem-se desmoronando com o passar do tempo. Ontem tive uma conversa extremamente profunda sobre o cinismo das mulheres nos dias que correm. Costumo dizer que as mulheres aparentam gostar de ser maltratadas. Costumo dizer, sim, mas são coisas que me saem da boca para fora e nas quais não quero, nunca quis, acreditar. A verdade é, talvez, ligeiramente menos simples. Acho que hoje em dia, ninguém está à procura daquela pessoa *especial*. Isso são ideais românticos em que muito pouca gente deve acreditar. Em vez disso, pelo que vejo, hoje as mulheres não olham à pessoa com quem se metem, olham sim ao dinheiro, ao poder, à influência.
Generalizar é sempre um erro e custa-me muito, muito acreditar que isto seja a norma nos dias de hoje. Mas seriamente... vejo cada coisa à minha volta... cada vez me convenço mais que nas relações entre um homem e uma mulher já não há sentimentos. Há sim um conjunto de interesses mútuos, de natureza puramente materialista, de estatuto e de conveniência.
É triste, sem dúvida.
Moral da história... valerá a pena abrir o coração a alguém? Valerá mesmo a pena alimentar qualquer tipo de sentimento por alguém? Hoje sinto-me inclinado a dizer que não. Afinal, a vida é curta demais para perdermos tempo com coisas que nos vão consumir. Como alguém que já foi humilhado e espezinhado algumas vezes (a maior parte das vezes por culpa própria, diga-se em abono da verdade), com os resultados que se conhecem, sou muito pragmático quando digo que daqui para a frente, quem quiser estar comigo, está... quem não quiser, azar. Ainda por cima com mulheres, que é coisa que não falta por aí. Não gasto nem mais um minuto do meu tempo a pensar nisso, quero viver a minha vidinha ao máximo, sem chatices dessa ordem, já tive que chegue.
Quero fazer parte do grupo dos cínicos. Onde é que me inscrevo?
EDIT: Não quero com isto dizer que apenas as mulheres sejam cínicas, interesseiras. Os homens são tanto ou mais... bem, mais não serão, mas o que eu mencionei para as mulheres aplica-se a todos, infelizmente...
Lamentavelmente, esta minha ideia tem-se desmoronando com o passar do tempo. Ontem tive uma conversa extremamente profunda sobre o cinismo das mulheres nos dias que correm. Costumo dizer que as mulheres aparentam gostar de ser maltratadas. Costumo dizer, sim, mas são coisas que me saem da boca para fora e nas quais não quero, nunca quis, acreditar. A verdade é, talvez, ligeiramente menos simples. Acho que hoje em dia, ninguém está à procura daquela pessoa *especial*. Isso são ideais românticos em que muito pouca gente deve acreditar. Em vez disso, pelo que vejo, hoje as mulheres não olham à pessoa com quem se metem, olham sim ao dinheiro, ao poder, à influência.
Generalizar é sempre um erro e custa-me muito, muito acreditar que isto seja a norma nos dias de hoje. Mas seriamente... vejo cada coisa à minha volta... cada vez me convenço mais que nas relações entre um homem e uma mulher já não há sentimentos. Há sim um conjunto de interesses mútuos, de natureza puramente materialista, de estatuto e de conveniência.
É triste, sem dúvida.
Moral da história... valerá a pena abrir o coração a alguém? Valerá mesmo a pena alimentar qualquer tipo de sentimento por alguém? Hoje sinto-me inclinado a dizer que não. Afinal, a vida é curta demais para perdermos tempo com coisas que nos vão consumir. Como alguém que já foi humilhado e espezinhado algumas vezes (a maior parte das vezes por culpa própria, diga-se em abono da verdade), com os resultados que se conhecem, sou muito pragmático quando digo que daqui para a frente, quem quiser estar comigo, está... quem não quiser, azar. Ainda por cima com mulheres, que é coisa que não falta por aí. Não gasto nem mais um minuto do meu tempo a pensar nisso, quero viver a minha vidinha ao máximo, sem chatices dessa ordem, já tive que chegue.
Quero fazer parte do grupo dos cínicos. Onde é que me inscrevo?
EDIT: Não quero com isto dizer que apenas as mulheres sejam cínicas, interesseiras. Os homens são tanto ou mais... bem, mais não serão, mas o que eu mencionei para as mulheres aplica-se a todos, infelizmente...
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